Ser família!



3 novembro, 2014


Muitas vezes entendo que estou na minha família porque tenho funções e deveres para com ela. Porém, hoje, queremos ir além e compreender que é necessário não somente estar na família, mas ser família.

Toda família é iniciada por um casal, que deixa pai e mãe para ser uma só carne, fundando assim um novo lar. Toda união conjugal deve ter em Cristo sua essência e sua esperança. NEle está a origem do amor e todos os demais aspectos necessários para a vivência e fidelidade em manter o compromisso conjugal por toda a vida.

São João Paulo II nos ensina que: “A aliança conjugal tem sua origem no Verbo Eterno de Deus. NEle foi criada a família. NEle, a família é eternamente pensada por Deus, imaginada e realizada. Por Cristo, ela adquire seu caráter sacramental, a sua santificação.”


Ser família é adentrar no mistério de Cristo; é colher sempre de seu Sagrado Coração as inspirações e moções para vivermos com intensidade esse amor de escolha definitiva que é o matrimônio. Trata-se de uma fidelidade que sozinhos, por nossas próprias forças, jamais conseguiríamos obter. Jesus é quem nos ensina a doação, um amor decisão capaz de dar a vida pelo outro sem murmurar, sem hesitar. É este o amor que o Senhor tem por sua Igreja e que pede aos esposos que o imitem, na entrega gratuita de todo seu ser.

Este amor decidido e capaz de dar a vida é que nos dá a compreensão que a felicidade é possível não somente quando todas as coisas vão bem e a casa se encontra tranquila e sem problemas. A felicidade conjugal e familiar acontece na medida que nos doamos, ainda que em meio à conflitos e dificuldades dessa vida terrena, porque entendemos o valor do outro, mais do que isso, encontramos Cristo em nosso cônjuge e em nossos filhos.

A cultura em que vivemos tenta imputar em nós a definição de felicidade como sendo a ausência de dificuldades, o gozo do conforto, do luxo e de tudo que o consumismo possa nos proporcionar. Por esse motivo as pessoas vivem para ter coisas, e quanto mais possuem, mais vazias e infelizes se tornam. Raríssimas vezes encontramos pessoas dispostas a sacrifícios e renúncias e acabam descartando a possibilidade da real felicidade e não percebem que assim se fazem descartáveis para os outros.

A felicidade a que somos chamados é o céu!  Para alcançarmos essa felicidade é necessário saber viver bem dias bons e dias ruins, na calmaria e nas adversidades, porque ser família é entregar-se todos os dias num amor de cruz e de glória, de morte e de vida!

“Cada vez estou mais persuadido: a felicidade do Céu é para os que sabem ser felizes na terra” (São Josemaria Escrivá).

Allan Lucas – Oblato Corpus Christi



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