Comentário às mulheres sobre as verdades de fé



29 agosto, 2014


Gostaria de meditar com vocês, minhas irmãs de fé, sobre um assunto que se torna delicado quando realizamos aconselhamento com algumas mulheres que nos procuram, e estão passando por dificuldades no casamento, principalmente quando foram deixadas pelo esposo.

Sempre esse tipo de assunto é envolto de muita dor e sofrimento, pois quando nos casamos assumimos que é para a vida toda, e no momento em que a convivência matrimonial é interrompida, é aberta uma grande ferida, tanto pela dor da separação, quanto pela dor do desprezo.

Mas o ponto que desejo tratar é a decisão de fé diante de acontecimentos como esse. Em muitos casos há uma necessidade de dar o troco ao cônjuge, usando a justificativa: “Se ele tem direito de ser feliz com outra pessoa eu também tenho”, negando-se o que pede a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a nossa Mãe Igreja.

Ensina-nos a Igreja e nos coloca como mandamento que se um casal se separa, como citado, o marido abandona a esposa por outra mulher, ou o contrário também vale, mas falamos às mulheres, então a esposa deve permanecer fiel ao voto do matrimônio, não cometendo adultério ao se unir com outro homem, mesmo pensando “mas ele está unido com outra mulher…”, compreenda que não justifica que o pecado dele nos leve a cometer o mesmo pecado. Nada justifica o pecado. Mas a Igreja nos pede que mesmo que aconteça o divórcio, a pessoa abandonada permaneça firme na fé.

Falo às mulheres, mas vale também para homens que foram abandonados; se a mulher vive como pede a Igreja nada a impede de comungar da Santa Eucaristia, pois está em obediência aos seus ensinamentos, podendo viver sua fé na totalidade, buscando a santidade e sendo intercessora por seus filhos, se os tiver e também pelo seu esposo, pois o termo ex-esposo é para o mundo, ele nunca deixará de ser seu esposo, apenas deixou de ser companheiro. Mas fique atenta, pois muitas pessoas hoje acreditam que podem também, como o esposo, arrumar outra pessoa e continuar comungando. A Igreja nunca aprovou e não aprova a comunhão para casais de segunda união, embora existam muitos casais que façam isso, e até mesmo padres que dêem permissão para alguns casais de segunda união. Mas saiba que a Igreja não mudou e o Santo Padre não promulgou nenhum documento que mude isso, e a base que a Igreja tem para manter-se firme nessa decisão é a Palavra de Deus. É Jesus quem eleva a união do homem e da mulher em sacramento tornando-o sagrado (Mt 19,1-12). É necessário estar em comunhão com a Igreja para vivermos profundamente a nossa fé.

Também você pode dizer: “Mas estou namorando outro homem e não consigo ficar sem comungar”. Isso é muito sério, e você precisa fazer urgentemente uma escolha: – escolher a sua salvação ou renunciar à ela, pois se trata de salvação sim! Se temos comunhão com Jesus Cristo, aceito suas leis e preceitos, e a Igreja é a voz de Cristo, então não O desobedeça! Se você namora outra pessoa, você está vivendo o adultério, da mesma forma como seu cônjuge faz.

Precisamos compreender que uma vez casados (a não ser caso em caso de nulidade), somente a morte nos separa. A lei humana, ou o divórcio é apenas o exercício da lei nas decisões judiciais, mas diante de Deus não há separação. Quando nos casamos, diante do altar do Senhor e dissemos nosso ‘sim’, o matrimônio foi selado diante do sagrado e o selo somente é rompido pela viuvez, pois é somente quando um dos cônjuges morre que é permitido casar-se novamente. A separação judicial não nos libera do compromisso que assumimos diante de Deus.

Mas você pode estar pensando: “Mas ele se casou novamente!”, o que não é verdade, pois ele se juntou com outra pessoa, pois ele não foi liberado do voto sagrado. Infelizmente muitas pessoas têm vivido assim, excluindo Deus de suas vidas… mas isso não as libera diante de Deus do compromisso assumido.

Como mulheres cristãs, devemos interceder e orar para que nosso esposo se converta e se volte para Deus, para que possa se salvar.

Precisamos ter em nossa mente, iluminada pelo Espírito Santo, que a salvação de cada um de nós é primordial, que tanto nosso cônjuge precisa de conversão, como nós mesmas precisamos buscar, em Jesus Cristo e na Virgem Maria, a graça para perdoá-lo e continuar a amá-lo de uma forma nova, a espiritual, que deseja que ele se volte para Deus e possa habitar o céu.

E mais um ponto: se você tem filhos, deve ser testemunha de fé, de perdão, pois embora exista muita dor, a cura do coração acontecerá na vida de seus filhos passando por você, e eles aprenderão a colocar Deus em primeiro lugar na vida deles.

Posso testemunhar que quando um filho perdoa seu pai, desses erros terríveis, ele se torna canal da graça de Deus na vida desse pai, permitindo que a conversão aconteça.

Não abandone sua fé, se fortaleça e se inspire na vida de muitos santos que testemunharam o perdão e o amor incondicional.

Evanilde Angolini – Oblata Corpus Christi



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