Discípulos Missionários



13 agosto, 2013


O Documento de Aparecida, texto da conclusão da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (maio/2007), aborda profundamente esse tema, que tem sido repetido muitas vezes em nossas celebrações, mas que nem sempre recebe a nossa devida atenção e reflexão.

O documento vai explicar que a Igreja é missionária na sua essência, mas que para isso, precisa viver primeiramente como discípula, seguir o mestre, aprender a ouvi-lo, a obedecer a sua voz. Como ser missionário sem antes fazer a experiência com Jesus ressuscitado? Como anunciá-lo, se não o conheço verdadeiramente em minha vida?

Mas o que eu gostaria de tratar aqui não é propriamente um aprofundamento desse tema e sim uma reflexão diretamente ligada a ele.

Logo após a eleição do Papa Francisco, de seus primeiros atos públicos e agora com sua vinda ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, tenho ouvido muitos comentários do tipo: “Agora sim a Igreja tem um papa de acordo”, “Esse papa sim…”. Ouvir comentários desse tipo da mídia brasileira, que sabidamente está a serviço do Mal, não me importa, mas ouvi-los da boca de pessoas que se dizem católicas é lamentável.

Jesus prometeu que enviaria o Espírito Santo, e que Ele estaria conosco até o fim dos tempos. Essa é a fé da Igreja, que o Espírito Santo é quem a governa, que é Ele quem escolhe, através dos cardeais, o sucessor de Pedro. Enaltecer ao Papa Francisco, desmerecendo seus antecessores é coisa de quem não acredita como a Igreja acredita.

Amo o Papa Francisco e tenho sim me alegrado com sua maneira de ser, sua humildade, simplicidade, sua proximidade com o povo. Mas isso não ofusca o que seus antecessores, de modo especial, nesta reflexão quero falar do Papa Bento XVI, realizaram antes dele. Toda a riqueza teológica e doutrinal que deixaram para a Igreja.

O mesmo Espírito Santo que conduziu a Conferência de Aparecida elegeu os papas. Ele nos pede para sermos Discípulos Missionários:

Durante seu pontificado, o Papa Bento XVI nos conduziu ao Discipulado. Mostrou-nos como devemos estar aos pés do mestre para ouvi-lo, aprender dEle a sermos Filhos de Deus. Seus pronunciamentos, suas cartas, livros publicados…, nos levaram a um aprofundamento na vida de santidade, na intimidade com o Senhor.

Agora o Espírito Santo escolheu Francisco. Esse tem nos mostrado que devemos deixar de ser “cristãos de sacristia” e ir ao encontro dos irmãos que ainda não conhecem o Senhor. Não nos limitarmos às ações intra-eclesiais e sim nos dedicarmos às extra-eclesiais. Ir ao encontro do povo.

O primeiro conduziu a Igreja ao Discipulado, o segundo a envia como Missionária, confirmando que quem a governa é o Espírito Santo de Deus.

Amemos o Papa, rezemos por ele, como ele próprio pediu, mas não nos esqueçamos da riqueza do Magistério da Igreja, que ao logo de mais de dois mil anos a tem conduzido à santidade, na fidelidade ao Evangelho de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Denis Roberto Quibao
Oblato Corpus Christi



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