Que modelo de Igreja o mundo moderno necessita?



12 abril, 2013


Como nós pudemos acompanhar através dos grandes meios de comunicação nesses últimos dias, com a renúncia do papa emérito Bento XVI e a eleição do novo papa Francisco I, temas ligados à Igreja foram muitos debatidos tanto por especialistas no assunto (bispos, padres, teólogos) como por jornalistas e outros comentaristas que, mesmo sem entender quase nada de Igreja, apresentavam seus posicionamentos e opiniões de qual deveria ser o perfil do novo Papa, que desafios enfrentaria, que modelo de Igreja deveria implantar num mundo complexo como o nosso.

Uma Igreja tradicional e conservadora do tipo pré-conciliar (missa em latim, as mulheres de véu na cabeça, padre celebrando de costas para o povo) ou uma pobre e ligada às lutas sociais, como a que propõe os adeptos da teologia da Libertação? Há alguns, inclusive, que gostariam muito de ver uma Igreja mais “moderna e liberal” que permitisse a comunhão eucarística para casais de 2ª união, o casamento de padres, a união homo-afetiva, o uso de métodos contraceptivos, etc… No nosso modo de pensar, não deveria ser adotado nenhum desses modelos, pois poderíamos cair no erro de criar uma Igreja segundo nosso gosto pessoal, seja de conservadores, seja de liberais.

A Igreja não é propriedade nossa para querermos moldá-la segundo nossos interesses e ideologias, mas de Jesus Cristo, sua origem e destino. Cristo é o parâmetro do que é ser Igreja. Se quisermos ser Igreja como Cristo o quis, devemos arregaçar as mangas, deixar nosso comodismo e sairmos em missão para evangelizar. Foi-se o tempo em que abríamos as portas da igreja e esperávamos o povo chegar. Agora, somos nós que devemos ir ao encontro de todos. Temos que desenvolver atividades de evangelização que atinjam cada pessoa em sua realidade específica (crianças, jovens, trabalhadores, idosos, pessoas com deficiência). É necessário também nos conscientizamos de que a obra de evangelização não é tarefa apenas de padres, freiras e religiosos, mas de todo batizado. O Senhor conta conosco!

No nosso modo de pensar, a Igreja continuará fiel a sua missão não se adaptando ao mundo moderno, mas evangelizando-o. Quem tem que mudar não é a Igreja, mas a modernidade com seus contra-valores e afrontas a mensagem de Cristo.

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre e sua Igreja também deverá ser. Ela não muda conforme o gosto do freguês, conforme a moda ou tendência da atualidade. Católico é aquele que aceita as verdades de fé e moral como a Igreja sempre ensinou; os outros, nós não sabemos o que são.

Pe.Paulo Sérgio Carlos
Oblato Corpus Christi e Sacerdote da Diocese de Piracicaba



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