“Eu sou a ressurreição e a vida”



13 setembro, 2016


Comentário do Evangelho da 13/09/2016
Terça, 24ª Semana Comum (Lc. 7, 11-17)
Valter Evaristo Gonçalves – Oblato Corpus Christi


O Evangelho de hoje nos mostra que há multidões, que mesmo no sofrimento e ás vezes sem esperança, reconhecem em Jesus a presença de Deus. E cabe a nós viver com integridade o mistério da fé.

Jesus dirigia-se a uma cidade chamada Naim e como sempre uma grande multidão e seus discípulos o acompanhavam. Chegando a porta da cidade e encontrou uma multidão que saia acompanhando uma viúva, carregando seu filho morto para o enterro, era o filho único o que torna o fato ainda mais dramático e Jesus teve compaixão, e ao ressuscitar o morto Jesus ressuscita também sua mãe.

Podemos então observar a caridade, que é ter vínculo com Jesus é estar ligado a ele e às suas palavras, aos seus ensinamentos. Jesus entre tantas situações nos mostra a caridade, pois Jesus poderia num piscar de olhos, ressuscitar, mas Jesus teve compaixão, se comoveu e vai até a viúva e ressuscita seu filho, porém não só seu filho, mas também a própria mulher devolvendo a ela a alegria de voltar a viver ao lado de seu filho querido, pois naquela época segundo as leis a mulher já era marginaliza quanto mais viúva e só.

Jesus, no entanto não se importou com certas leis daquela época, pois tocar no caixão ou defunto era considerado impuro, por isso os que carregavam o defunto pararam e Jesus com autoridade, ordena “Jovem levanta-te”, Jesus com o Dom da vida eterna nos mostra que este levantar-se, nada mais é que a superação da morte. O levantar-se de Jesus é traduzido por ressuscitar. Esta é a missão de Jesus levantar a todos, missão que também é nossa, quantas vezes nos encontramos caídos, feridos e em certas situações mortos, mas é preciso se levantar, é preciso buscar o fortalecimento da efusão do Espírito Santo, que nos devolve principalmente a esperança.

Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa; Eu sou a ressurreição e a vida (Jô 11,25). É Jesus mesmo quem, no último dia, há de ressuscitar os que Nele tiverem crido e que tiverem comido seu Corpo e bebido seu Sangue. Desde já, Ele fornece um sinal e um penhor disto, restituindo a vida a certos mortos, anunciando com isso a sua própria ressurreição que, no entanto, será de outra ordem.

Pai Santo, se o Espírito de Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos, também pode, ressuscitar o que está apagado em meu corpo, minha alma, em meu coração, pois necessito da esperança de que o vale de ossos secos (Ez 37, 1-14), especialmente o meu, volte à vida e que os prodígios, milagres e as curas, no dia de hoje, sejam possíveis. Amém.

Paz e Bem!


Referências Bíblicas: Liturgia Diária Setembro de 2016 | Catecismo da Igreja Católica

Crédito de imagem: Nakiri Fotografia



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