Convertei-vos e crede no Evangelho



14 fevereiro, 2015


Essa ordem acima é encontrada de formas diferentes e em diversas passagens da Sagrada Escritura.
É interessante isso, Deus pede que nos convertamos.


É muito comum rezarmos pedindo a Deus a graça da conversão a um familiar, ou um colega do trabalho, ou mesmo a nossa própria conversão.  Mas olhando para a passagem citada acima, vemos qual o pedido que Deus faz “em Sua oração”: Filho converta-se!
A conversão é “uma via de duas mãos”, de um lado Deus vem com a Sua graça, e essa é certa, pois Ele não falha, de outro lado nós precisamos fazer o esforço de nos convertermos, de mudar a nossa conduta, nossos hábitos, gostos…

Vamos explicar melhor essa “via de duas mãos”:

1º – Nada funciona sem oração:
É Deus quem nos concede a força necessária para a nossa conversão. E até o desejo dessa mudança de vida. Por nós mesmos… Gostamos de estar onde estamos, nos acomodamos… Mas na oração o Espírito Santo vem e nos provoca a uma mudança, nos mostra o amor grandioso do Pai, nos dá força para abandonar o pecado…
Enfim, sem a oração NADA podemos fazer (João 15, 5).

2º – Não adianta rezar e cruzar os braços:
Deus fez o 100% Dele, agora é a nossa vez de fazer o nosso 100%.
Eu preciso abandonar os hábitos antigos, o palavreado que não convém, o egoísmo, o sentimento de vítima, seja vítima das situações, sentimentos ou das pessoas…
É importante entendermos essa realidade se quisermos crescer espiritualmente: Deus não faz aquilo que compete a eu fazer.

Para citar um exemplo, no livro “História de uma alma” Santa Teresinha do Menino Jesus conta que quando pequena era muito mimada, chorava por qualquer motivo, principalmente quando a sua vontade não estava sendo feita. Conta ela que em uma determinada missa de natal, ela pediu ao Senhor a graça de se converter, de aprender a agir de forma diferente.

Chegando da missa, aconteceu um fato que não foi de seu agrado, em um primeiro momento ela ameaçou chorar, feito criança mimada, mas parou, engoliu o choro e enfrentou a situação com um sorriso no rosto, vencendo seu desejo verdadeiro: de novo chorar para que sua vontade fosse feita.

“Ué, mas se ela rezou pedindo a própria conversão, por que ainda sentiu vontade de chorar ao ser contrariada?”

Vou me apoiar nesse exemplo e citar outros para termos maior clareza:

“Porque pedi a Deus a graça de me converter e continuo sentindo vontade de beber?”

“Já fiz 3 novenas pedindo a graça de perdoar meu familiar, mas continuo sentindo raiva dele, por que?”

“Pedi a Deus para meu relacionamento com a minha mulher melhorar, mas continuamos brigando todo dia…”

Se pedimos Deus escutou, e um pedido como a própria conversão, a própria mudança de vida, Deus atende com certeza. Mas os nossos sentimentos “estranhos”, o nosso desejo de continuar no pecado, de “ir contra Deus”, não nos abandona nunca, eles são frutos do pecado original em nós.

Podemos e devemos pedir a Deus a força para essa mudança, (lembra: nada funciona sem oração), mas eu preciso me esforçar, mudar a postura, engolir o choro e sorrir, ir até a pessoa e pedir perdão, mudar a forma de falar com meu cônjuge ou meus filhos, fugir das situações que podem me fazer recair na bebida…

Sendo assim continuemos pedindo a Deus a força necessária para a nossa conversão, mas ao mesmo tempo, vamos nos esforçar e empenharmo-nos a amá-Lo utilizando toda a força dos nossos pensamentos, dos nossos desejos, das nossas mãos, da nossa memória… (Marcos 12,30).

Renê Amaral – Oblato Corpus Christi



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